sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Conheça 10 áreas em que faltam profissionais no Brasil (Postado por Lucas Pinheiro)



Todos os anos no Brasil, mais de 20 mil postos de trabalho no setor de engenharia ficam em aberto porque não se formaram profissionais suficientes para preenchê-los.

Para lidar com esse déficit, faculdades vêm criando cursos mais voltados para áreas específicas (como petróleo) e institutos fazem parcerias como a fechada entre o Senai e o MIT (Massachusetts Institute of Technology) para operar centros de inovação no Brasil.

Mas não é apenas neste setor que há falta de profissionais. Segundo um estudo feito pela consultoria ManpowerGroup, 71% dos empregadores entrevistados no país dizem ter dificuldade para preencher postos nas mais diversas áreas - de motoristas a profissionais de tecnologia.

O dado fez com que o país ocupasse o segundo lugar entre os 41 países analisados - atrás apenas do Japão, onde 81% dos patrões sofrem mais para contratar, enquanto a média global é de 34%.

'De acordo com nossa pesquisa, a dificuldade de se preencher vagas no Brasil vem crescendo a cada ano. Do ano passado para cá, houve um crescimento de 15% na dificuldade relatada pelos empregadores em contratar', afirma Riccardo Barberis, diretor da Manpower Group no Brasil.

Barberis ressalta que a escassez se dá tanto na quantidade de profissionais como na qualidade deles, no caso de vagas que exigem conhecimentos específicos, e atinge cargos de nível superior e técnico.

Veja as 10 áreas no topo do ranking da pesquisa 'Escassez de Talentos', da ManpowerGroup, e a opinião de especialistas sobre cada uma delas.

1º Técnicos

É no campo técnico que os empregadores mais enfrentam dificuldade para encontrar profissionais. E a escassez permeia todas as áreas técnicas, de automação a edificações, de eletrônica a alimentos e bebidas.

Segundo Barberis, no passado o curso técnico no Brasil era considerado um plano B, uma segunda opção. E por isso o investimento na área foi prejudicado, sendo incapaz de suprir a demanda atual. O que fazer? Já se sabe hoje que os cursos técnicos oferecem uma oportunidade profissional mais rápida e, por isso, eles vem sendo valorizados e ganhando investimentos. Os especialistas concordam que o Brasil está caminhando na direção certa nesse setor.

'Mas diante da carência estrutural do mercado brasileiro, é preciso investir mais nessas políticas', afirma Barberis, citando o exemplo da Alemanha, que investe pesado em escola técnicas e é hoje um dos países na zona do euro com menor taxa de desemprego

2º Trabalhadores de ofício manual

Entram nessa categoria trabalhadores com uma habilidade específica ou autônomos especializados em um ofício, como costureiras, passadeiras, sapateiros, eletricistas, pintores, encanadores e pedreiros.

A escassez no Brasil segue uma tendência global, já que na média mundial a falta de profissionais nessa área é a primeira do ranking. O que fazer? Como para muitas dessas profissões não são necessários cursos mais longos, de dois anos, basta um treinamento, trata-se, portanto, de um desafio menos complexo. Segundo Barberis, uma das saídas é conectar melhor jovens sem experiência, mas que querem trabalhar, por meio, por exemplo, de parcerias entre a iniciativa privada e o setor público.

3º Engenheiros

Uma pesquisa da consultoria PageGroup ilustra bem essa escassez. De mil oportunidades de emprego analisadas, 38% eram na área de engenharia. Boom na economia, a descoberta do pré-sal e megaeventos esportivos vêm alavancando o setor.

Para Marcelo De Lucca, diretor da PageGroup, faltou planejamento por parte do governo e das instituições de ensino. Ele cita ainda algumas das áreas da engenharia em que as faculdades voltaram a investir, como geologia, um setor que estava estagnado e que agora voltou a crescer.

O que fazer? De Lucca diz acreditar que as faculdades agora estão correndo para se atualizar e reverter esse cenário de falta de profissionais.

'As universidade começaram a se reposicionar em relação à demanda do mercado de trabalho', afirma. 'Mas isso leva tempo para dar resultado, já que esses jovens vão se formar apenas em quatro ou cinco anos.'

4º Motoristas

Faltam profissionais voltados para o setor de transporte de cargas, ou seja, motoristas de caminhão.

De acordo com a ManpowerGroup, isso se deve a mudanças no setor, como o fato de as transportadoras exigirem experiência e capacidade de conduzir caminhões cada vez mais modernos, com tecnologia avançada. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirmam que o número de veículos de carga registrados junto ao órgão é 2,5 vezes maior que o de profissionais inscritos.

O que fazer? No caso de caminhões mais modernos, fornecer mais treinamento.

5º Operadores de produção

O problema é semelhante ao caso dos profissionais de ofício manual, mas esses funcionários têm atuação mais técnica e trabalham na indústria. De acordo com especialistas, o crescimento da demanda não acompanhou o ritmo de formação e treinamento desses trabalhadores.

O que fazer? Segundo especialistas, são necessários cursos mais conectados com a necessidade das empresas. Outra sugestão citada é facilitar o modo como se recruta funcionários, divulgando a vaga em ambientes - reais ou online - frenquentados por jovens.

6º e 7º Profissionais de finanças e Representantes de vendas

Consultores da área de recursos humanos afirmam que empregadores têm sofrido uma dificuldade crescente para encontrar profissionais que atendam ao novo perfil da profissão.

De acordo com os especialistas, quem vende hoje precisa ter um conhecimento mais aprofundado, com mais habilidades na área de finanças e sistemas de comunicação em outros países, além de capacidade de pensar em soluções e gerir equipes.

O que fazer? Como a atividade está agora muito mais sofisticada, é preciso atualizar os cursos e focar nas áreas citadas acima.

Para reter talentos, Gilberto Cavicchioli, professor do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM, afirma que são necessários benefícios diferentes do que se oferecia no passado.

8º Profissionais de TI

A escassez diz respeito a área de tecnologia em geral, seja dentro de empresas do setor ou em companhias que nada têm a ver com tecnologia especificamente.

A demanda em TI explodiu tanto em empresas de desenvolvimento de software como em bancos e companhias de telefonia celular, por exemplo, onde se cuida de gestão dos computadores e áreas de sistemas internos. O que fazer? 'As faculdades, como as de TI, precisam de mudanças mais radicais', afirma Barberis. 'O programa Ciência sem Fronteiras é positivo porque têm uma visão mais global, olhando de forma mais ampla. Mas as iniciativas ainda são restritas.'

9. Operários

Os especialistas avaliam que faltam profissionais em diversos setores da indústria brasileira e dizem que a escassez foi gerada pelo aumento da demanda, que tem sido enorme nos últimos anos.

São inúmeras obras por todas grandes capitais e, como os prazos são escassos, não há tempo hábil para se dar oportunidade a quem não tem experiência, de acordo com a ManpowerGroup.

Há também carreiras mais atraentes, e a possibilidade de cursos técnicos acaba afetando a quantidade necessária de trabalhadores no setor. O que fazer? Novamente, a chave é sintonizar melhor as necessidades das indústrias e trabalhadores que buscam emprego.

10º Mecânico

A profissão vive um cenário que mescla a situação do setor de ofícios manuais e a de motoristas, com profissionais com uma habilidade específica, mas que precisa se atualizar.

O que fazer? Novamente, a resolução desse problema passa por mais treinamentos específicos e cursos de atualização, especialmente os ligados à novas tecnologias. Também é preciso atrair jovens sem experiência para essa área.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Taxa de desemprego é a menor para setembro desde 2002, diz IBGE (Postado por Lucas Pinheiro)

 A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 5,4% em setembro, após registrar 5,3% em agosto, conforme aponta a Pesquisa Mensal de Emprego divulgada nesta quinta-feira (25). Em setembro do ano anterior, a desocupação registrara 6%.

De acordo com o levantamento, a taxa de desemprego é a menor para meses de setembro desde o início da série histórica, em 2002.

Em setembro, a população de desempregados somou 1,3 milhão de pessoas, não apresentando variação frente a  agosto. Porém, sobre setembro de 2011, o contingente mostrou recuo de 8,6%. Já a população ocupada atingiu 23,2 milhões, um leve crescimento de 0,9% na comparação com agosto e de 2,3% sobre setembro do ano anterior. No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada chegou a 11,4 milhões em setembro, não variando em relação a agosto. Frente ao mesmo período de 2011, foi registrada alta de 3,6%.

 Na comparação mensal, o desemprego recuou no Recife (de 6,7% para 5,7%), avançou em São Paulo (de 5,8% para 6,5%) e ficou estável nas outras regiões. Já em relação a setembro do ano anterior, houve queda em Salvador (2,8 pontos percentuais), Rio de Janeiro (1,3 ponto percentual), Porto Alegre (1,2 ponto percentual) e em Belo Horizonte (1,0 ponto percentual). Em São Paulo e no Recife, não foi verificada variação.

Salário
Quanto aos indicadores de remuneração, o salário médio real dos ocupados ficou em R$ 1.771,20, mostrando estabilidade sobre agosto. Em relação a setembro de 2011, houve avanço de 4,3%.

Na análise entre as regiões, o IBGE mostra que, na comparação mensal, foi registrado avanço nas regiões metropolitanas de Salvador (2,3%), Belo Horizonte (2,0%) e Porto Alegre (1,2%) e houve queda no Recife (2,0%) e em São Paulo (0,5%). No Rio de Janeiro, não houve variação. Na comparação com setembro do ano passado, o salário cresceu no Recife (12,5%), em Belo Horizonte (9,3%), em São Paulo (6,3%) e em Porto Alegre (6,1%). No entanto, diminuiu nas regiões metropolitanas de Salvador (3,5%) e do Rio de Janeiro (0,4%).

Entre os tipos de atividade pesquisadas pelo IBGE, o maior aumento de salário, de 6,6% na comparação anual, partiu de serviços domésticos. Na classificação por categorias de posição na ocupação, o maior aumento no rendimento médio foi dos trabalhadores por conta própria (7,7%).

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Banco do Brasil abre concurso em 15 estados de quatro regiões do país (Postado por Lucas Pinheiro)

O Banco do Brasil abriu concurso para formação de cadastro de reserva para o cargo de escriturário, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas (parte do estado), Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina (parte do estado) e Sergipe. O salário é de R$ 1.892,00 para jornada de trabalho de 30 horas semanais. O provimento das vagas está sujeito ao planejamento estratégico e às necessidades do Banco do Brasil.

 O candidato deve ter ensino médio e idade mínima de 18 anos completos até a data da contratação.

De acordo com o edital, ficam asseguradas as admissões, conforme necessidade de provimento, dos candidatos classificados nas seleções externas 2011/001, 2011/002 e 2011/003 até o término de suas vigências (04/03/2013, 29/04/2013 e 28/09/2013, respectivamente).

Os candidatos poderão realizar a inscrição por meio do endereço eletrônico www.concursosfcc.com.br das 10h do dia 19 de outubro às 14h do dia 5 de novembro, e nos postos credenciados pela Fundação Carlos Chagas, constantes do Anexo III do edital. Os postos de inscrição estarão em funcionamento no período das inscrições, em dias úteis, das 9 às 12h e das 13h às 17h. A taxa é de R$ 40.

Ao se inscrever o candidato deverá indicar no formulário de inscrição o código da opção de  macrorregião/microrregião de classificação para a qual pretende concorrer e a cidade de realização da prova, conforme tabela constante do anexo I do edital.

As atividades do escriturário são comercialização de produtos e serviços do Banco, atendimento ao público, atuação no caixa (quando necessário), contatos com clientes, prestação de informações aos clientes e usuários; redação de correspondências em geral; conferência de relatórios e documentos; controles estatísticos; atualização/manutenção de dados em sistemas operacionais informatizados; execução de outras tarefas inerentes ao conteúdo ocupacional do cargo.

O candidato será classificado por macrorregião e por microrregião, de acordo com a sua opção no ato da inscrição. O candidato classificado será convocado, em função das necessidades do banco, a assinar contrato individual de trabalho com o banco, que se regerá pelos preceitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O candidato poderá ser convocado, uma única vez, para microrregião diferente daquela em que se inscreveu desde que exista vaga e não haja candidato classificado para preenchê-la. Nesse caso, o Banco do Brasil utilizará a ordem de classificação da macrorregião. Se o candidato não aceitar tomar posse na dependência fora da microrregião em que se inscreveu, será excluído da classificação por macrorregião, mantendo, porém, a classificação na microrregião em que se inscreveu.

A seleção terá provas objetivas e prova discursiva-redação. Os procedimentos pré-admissionais, exames médicos e complementares serão de competência do Banco do Brasil.

A aplicação das provas objetivas e da prova discursiva-redação está prevista para o dia 13 de janeiro de 2013, no período matutino, e serão realizadas nas cidades indicadas no anexo I do edital.

A prova de conhecimentos básicos terá português, raciocínio lógico-matemático e atualidades do mercado financeiro. A prova de conhecimentos específicos terá cultura organizacional, técnicas de vendas, atendimento (focado em vendas), domínio produtivo da informática e conhecimentos bancários.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Concursos públicos com inscrições abertas somam 31,8 mil vagas (Postado por Lucas Pinheiro)

 Pelo menos 97 concursos públicos em todo o país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (1º) e reúnem 31.878 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 22.911,73 no Ministério Público de Contas do Estado do Pará e no Tribunal de Contas do Distrito Federal.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva, ou seja, os aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Os órgãos que abrem inscrições nesta segunda para 5.652 vagas são os seguintes: Câmara Municipal de Cascavel (PR), governo de Minas Gerais, Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul, Polícia Militar do Estado de São Paulo, Prefeitura de Ananindeua (PA), Prefeitura de Betim (MG), Prefeitura de Coronel Murta (MG), Prefeitura de Jati (CE), Prefeitura de Limeira (SP) e Prefeitura de Sabinópolis (MG).

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Desemprego fica em 5,3% em agosto, mostra IBGE (Postado por Lucas Pinheiro)

 A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 5,3% em agosto, conforme aponta a Pesquisa Mensal de Emprego divulgada nesta quinta-feira (20). A taxa de agosto é a menor para o mês desde 2002, segundo o instituto. Em agosto de 2011, a desocupação havia ficado em 6,0%.

Devido à greve dos funcionários do IBGE, os dados de junho e julho não haviam sido divulgados por completo. Nesta quinta, o instituto revelou que as taxas foram de 5,9% e 5,4%, respectivamente

Uma pane no site do IBGE provocou o atraso da publicação dos dados do desemprego de agosto em cerca de dez minutos.

A quantidade de desocupados foi estimada em 1,3 milhão de pessoas, número estável em relação a julho. Já na comparação com agosto do ano passado, esse contingente recuou 10,6%.

Nas seis regiões pesquisadas pelo IBGE, a população ocupada chegou a 23 milhões, registrando alta de 0,7% sobre julho e de 1,5% na comparação anual. Os trabalhadores com carteira assinada somaram 11,4 milhões no conjunto das regiões pesquisadas, não registrando variação sobre julho. Mas, em relação a agosto de 2011, houve aumento de 3,2%.

 Quanto às remunerações, o salário médio dos trabalhadores foi de R$ 1.758,10, alta de 1,9% frente julho e de 2,3% na comparação anual.

O maior aumento no rendimento em relação a agosto de 2011 foi de 7,3%, no setor de serviços domésticos. Na classificação por categorias de ocupação, o maior aumento foi visto nos salários de empregados com carteira no setor privado (4,4%).

Desempenho das regiões
Na análise por regiões, sobre julho, não  houve variação da taxa de desemprego em nenhuma das regiões pesquisadas pelo IBGE. Na comparação com agosto de 2011, a taxa caiu em Salvador (2,5 pontos percentuais) e Porto Alegre (1,7 ponto percentual). No resto, houve estabilidade.

Nesse tipo de comparação, em relação a julho, o salário aumentou nas regiões metropolitanas de Recife (5,2%), São Paulo (3,3%), Salvador (1,5%) e Rio de Janeiro (1,0%) e caiu em Belo Horizonte (0,6%) e em Porto Alegre (0,4%). Já frente a agosto de 2011, o salário subiu em Recife (8,7%), São Paulo (5,7%), Belo Horizonte (5,3%) e em Porto Alegre (1,5%) e recuou nas regiões metropolitanas de Salvador (4,3%) e do Rio de Janeiro (3,7%).

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Curso para comissário de voo inclui fogo, galinha e sobrevivência na selva (Postado por Lucas Pinheiro)

 Quem pensa que um comissário de voo é apenas um funcionário que tem como obrigação servir e acomodar passageiros está muito enganado. Para trabalhar dentro do avião, eles precisam saber como sobreviver na selva, como fazer armadilhas e fogo, como combater um incêndio e conhecer as técnicas de resgate no mar. Por isso, o curso de comissário de bordo inclui um treinamento prático de sobrevivência.

O G1 acompanhou a parte prática do curso de formação de comissários de voo do Centro Educacional de Aviação do Brasil (Ceab), no sábado (15), em uma chácara na cidade de Juquitiba, no interior de São Paulo. Esta etapa é a mais radical de todo o treinamento, em que os alunos aprendem a fazer armadilhas para pegar animais, a combater o fogo, descobrem como blusas podem servir para montar uma maca e passam cerca de 15 horas sem comer, somente com água, açúcar e sal. Tudo isso serve para simular o que os comissários vão enfrentar e como eles devem agir caso o avião caia na selva ou no mar.

Na teoria também estão incluídas disciplinas como postura e etiqueta, maquiagem para as aeromoças e comissárias, conhecimentos gerais de aeronaves e serviço. O certificado do curso é uma exigência para fazer o exame da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "O conhecimento prático é muito importante caso aconteça um acidente. Dentro do avião todos trabalham em equipe e eles precisam vivenciar isso”, afirma Salmeron Cardoso, diretor do Ceab.

Os cursos custam entre R$ 1.450 (online), R$ 2.178 (regular) e R$ 2.600 (intensivo em três meses e meio). Para participar, os candidatos devem ter entre 18 e 29 anos, nível médio completo e altura mínima de 1,58 metro para mulheres e 1,65 metro para homens.

Na prática
O treinamento começa às 4h30, na sede da escola, para a organização dos 186 alunos. Para chegar até essa etapa, os futuros comissários já passaram por aulas teóricas presenciais ou online.

Na mochila, os alunos só podem ter os equipamentos necessários para as atividades. Água, sal e açúcar compõem a “refeição do dia”. Todos os alunos são identificados por números, que são escritos em esparadrapos e fixados nos bonés. O acessório não pode ser retirado em nenhum momento, nem mesmo dentro da piscina. E, banheiro, só na mata.

Os monitores anotam as “faltas” dos alunos como pequenos cochilos, desatenção, comida escondida, entre outros. Tudo o que é anotado conta ponto, que são retirados da nota final que os eles obtêm neste módulo.

Sobrevivência na selva
Na primeira aula do dia, os alunos aprendem a distinguir animais peçonhentos de não peçonhentos, cobras venenosas (de cabeça triangular) e não venenosas, a fazer armadilhas para caçar tatu, pássaros e animais de pequeno porte como coelhos e gambás. Eles também observam como a bússola deve ser utilizada para o deslocamento na selva.

Na aula de primeiros-socorros é apresentada a técnica de respiração boca a boca, a manobra de desengasgamento e de imobilização. Para o transporte, macas são montadas com paus e blusas de frio e os alunos descobrem que até mesmo uma corda pode servir para carregar acidentados.

O treinamento continua com as instruções sobre como fazer fogo. Pedaços de madeira, folhas, algodão de roupas, pilhas, baterias, palha de aço são alguns dos materiais que podem ser utilizados para fazer uma fogueira. “Aqui, ensinamos o que vai dar certo na hora para eles não ficarem patinando, sem saber o que fazer”, diz o instrutor Everaldo do Nascimento.

 Galinha é salva na hora 'H'
Uma das etapas do treinamento consiste em matar duas galinhas para servir de alimento aos grupos após a etapa na selva. Um comissário de bordo vai precisar matar animais caso o avião faça um pouso forçado na floresta e tripulantes e passageiros precisem buscar alimento.

No treino acompanhado pelo G1, no entanto, uma boa parte dos alunos se apegou às duas galinhas presentes. Elas foram mimadas durante o treinamento e até ganharam nomes: Isabel Cristina e Sofia.

Na hora do abate, teve gente que reclamou. “Dá muita dó, porque ela ficou quieta, boazinha durante todo o percurso”, afirmou Jacqueline Andrade, de 28 anos, uma das responsáveis pelo animal. Teve gente até que chorou enquanto esperava pelo sacrifício das galinhas.

Mas, no final, nada aconteceu. Com o cronograma apertado, as galinhas foram soltas. A liberdade dos animais foi comemorada com palmas e gritos.

 Combate ao fogo
Com extintores na mão, os alunos têm que combater labaredas de fogo, que podem chegar a quatro metros de altura, e aprendem a manusear o equipamento. Já no exercício dentro da casa de fumaça, eles precisam responder a algumas perguntas para sair do ambiente fechado, escuro e infestado de fumaça de madeira de eucalipto.

Segundo Almeron Cardoso, essa etapa mostra a importância do trabalho em equipe. “Temos que despertar esse espírito. E ele também precisam aprender a respeitar o medo e a entender os riscos de suas ações”, ressalta.

Na aula, eles também identificam diversos equipamentos que são utilizados nas aeronaves e recebem instruções sobre como utilizar o bote, a escorregadeira e o sinalizador.

Treino na piscina
A etapa mais gelada do curso conta com uma piscina com uma temperatura que varia de 3°C a 7°C. Quem não sabe nadar não tem desculpa e também precisa cair na água. “Aqui, eles têm que saber manter a calma, quem não sabe nadar aprende a controlar o medo para fazer as atividades”, fala o instrutor Renato Cardoso.

Os alunos atravessam a piscina com cabos, exercício para transportar pessoas que não sabem nadar, utilizam o colete salva-vidas e improvisam um equipamento de flutuação com uma calça jeans.

Da Alemanha para o Brasil
Com o português na ponta da língua, a alemã Yvete Kovacs Aroli, de 28 anos, não estava deslocada no meio de tantos brasileiros. Ela mora no país há um ano e mudou sua vida por causa do marido. Ele é professor de educação física e eles se conheceram enquanto trabalhavam em um cruzeiro, ficaram amigos e namoraram à distância por três anos até decidirem se casar.

“Foi tudo rápido e em três meses eu vim para São Paulo. Resolvi tentar essa nova vida porque achei que teria mais facilidade para começar uma nova carreira do que ele”, conta. O idioma também pesou na decisão, com facilidade para aprender, além do alemão, ela fala inglês e espanhol. Já o aprendizado do português veio com um livro e um CD, em apenas três meses.

Yvete já trabalhava como comissária de voo na Alemanha há cinco anos. “No começo eu fiquei em dúvida se conseguiria entender, mas gosto bastante de estudar, de saber coisas novas. Estudo com o dicionário do lado para tirar dúvidas.”

Agora, sua meta é ser aprovada na prova da Anac e voar para outros países. “Quero trabalhar em voos internacionais. Apesar de ter trabalhado na segunda maior companhia da Alemanha fazia voos curtos”, diz.

 Comissário desde criança
Enquanto muitas pessoas não sabem o que vão ser quando crescer, Luiz Gustavo Falavinha, de 19 anos, já sabia qual seria sua profissão. “Sempre sonhei em ser comissário”, afirma.

Com 17 anos, ele deixou o técnico em logística para fazer o curso de comissário de voo. Em dezembro de 2010, um mês após fazer a prova da Anac foi contratado por uma companhia aérea e não parou mais de trabalhar.

Ele também fez o curso e como monitor acompanha os candidatos e relembra sua experiência. “Para mim, uma das partes mais complicadas foi a trilha, voltei para casa todo roxo, mas todos se ajudam. Hoje, como monitor cuido deles. É uma responsabilidade imensa.”

Para o futuro, seu plano é conseguir um emprego em uma companhia dos Emirados Árabes para conhecer o mundo enquanto trabalha.

Mudança de carreira
Estudando administração de empresas e já trabalhando na área, Jacqueline Andrade, de 28 anos, pretende mudar os rumos de sua carreira. “Desde criança, quando via um avião queria estar lá, sabia que um dia estaria lá”, lembra.

Ela foi a guardiã de uma das galinhas, batizada de Isabel Cristina, que foi levada para o treinamento e comemorou quando ela não foi morta. “Ainda bem que nada aconteceu. Ia ficar muito triste”.

Para a aluna, o treinamento foi mais difícil do que o esperado, mas ela lembra que ainda terá outros desafios pela frente. “Isso não é o final, ainda temos que passar no exame da Anac e conseguir um emprego. Sabemos que muitas pessoas que estão aqui não vão trabalhar na área”, diz.

Jacqueline não vai deixar a administração agora, seu objetivo é conseguir um emprego, aproveitando as novas oportunidades que vão surgir com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

 Carreira como piloto
O massoterapeuta Guilherme Komatsu, de 21 anos, pretende deixar sua atual profissão para se tornar piloto de avião. Mas, antes de pilotar ele quer adquirir experiência como comissário de bordo para conhecer a atual situação e as oportunidades disponíveis no mercado.

Com três testes vocacionais que apontaram que sua área seria o turismo e influenciado pela tia que é comissária, ele se inscreveu no curso. “Estou um pouco cansado da área [massoterapia] e também preciso de um futuro, uma coisa que me leve mais para frente. Tenho o projeto de ser piloto, mas quero conhecer o dia a dia primeiro, por isso vou ser comissário”, conta.

Ele não sentiu muita dificuldade no treinamento prático e acredita que a etapa é importante para que eles realmente saibam o que fazer quando enfrentarem uma situação de emergência. “Sempre estou preparado. Não podemos ter medo de errar e somente achar que sabemos o que temos que fazer.”

Quem quiser se tornar comissário de voo pode consultar as escolas homologadas que oferecem os cursos de formação e o manual do curso de comissário no site da Anac.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Concursos com inscrições abertas somam 27,9 mil vagas (Postado por Lucas Pinheiro)

 Pelo menos 115 concursos públicos em todo o país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (3) e reúnem 27.935 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 22.911,73 no Ministério Público de Contas do Estado do Pará.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva, ou seja, os aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Os órgãos que abrem as inscrições nesta segunda-feira para 8.433 vagas são os seguintes: Conselho Regional de Farmácia do Estado de Santa Catarina, Fundação Centro de Educação do Trabalhador Professor Florestan Fernandes, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Prefeitura de Campo Mourão (PR), Prefeitura de Goianésia do Pará (PA), Prefeitura de Ibotirama (BA), Prefeitura de Olho D'Água (PB), Prefeitura de Santa Rita do Itueto (MG), Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo, Secretaria de Estado da Saúde do Acre, Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Itambacuri (MG) e Tribunal de Contas do Distrito Federal.