O número de autorizações para trabalhadores estrangeiros atuarem no Brasil cresceu 143,7% entre 2006 e 2011, comparando-se dados do primeiro semestre. O levantamento foi feito pelo G1 após consulta às estatísticas disponíveis no site do Ministério do Trabalho. Entre janeiro e junho de 2006, houve 10.891 autorizações; no mesmo período de 2011, foram 26.545.
Os dados dos primeiro semestre deste ano foram divulgados na última quinta-feira (7) pelo Ministério do Trabalho, que registrou recorde histórico para o período. Em comparação com o mesmo período de 2010, o crescimento foi de 19,4%. As contratações crescem em função da maior demanda por mão de obra qualificada em meio a um bom momento econômico do país, dizem recrutadoras. A necessidade maior é para a área de petróleo e gás.
A maior parte das autorizações nos últimos cinco anos foi concedida a quem tinha nível superior completo. No primeiro semestre deste ano, representam 53% das autorizações concedidas.
Áreas com maior demanda
Além de óleo e gás, há maior demanda por estrangeiros qualificados em engenharia e construção civil, segundo Alexia Franco, diretora da Hays, empresa especializada em selecionar profissionais para média e alta gerência. As companhias também buscam profissionais com conhecimentos de novas tecnologias na área de pesquisa e desenvolvimento, e com forte formação na área acadêmica. “Uma das demandas é do segmento de energia, em projetos para construções de usinas, por exemplo”, diz.
Alexia diz que na área de óleo e gás, por exemplo, os estrangeiros ficam por tempo determinado para passar aos profissionais brasileiros o conhecimento deles.
O Ministério do Trabalho informa que, da maior parte dos 24,6 mil vistos temporários (de até dois anos) concedidos no primeiro semestre deste ano, 8,23 mil referem-se a contratos para embarcações ou plataformas estrangeiras, sobretudo à produção de petróleo. Essa fatia cresceu 23,6% sobre o primeiro semestre de 2010.
Americanos predominamAndreza Santana, gerente de marketing do Monster Brasil, especializada em recrutamento e gerenciamento de carreiras online, diz que no site da empresa há mais de 300 mil currículos de estrangeiros que querem trabalhar no país. Segundo ela, 47% são norte-americanos, 10% são franceses, 7% são italianos, 4,5% são espanhóis e 4% são indianos.
No levantamento do governo, os americanos foram os que mais solicitaram autorizações de trabalho em 2010: 7,5 mil. Moradores das Filipinas vêm na sequencia, com 6,5 mil; do Reino Unido, com 3,8 mil; Índia, com 3,2 mil, e da Alemanha, com 2,9 mil. Os números de 2011 referentes a nacionalidade ainda não foram computados, diz o MTE.
"Eles vêm como expatriados, com contrato determinado de até três anos, ou vêm como estagiários, com bolsas de estudo patrocinadas pelo governo como extensão da formação acadêmica, o que funciona como estágio conclusivo do curso”, explica Fernando Montero da Costa, diretor de operações da Human Brasil.
As autorizações temporárias representam o maior volume neste primeiro semestre: 24,6 mil, um aumento de 18,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 20,7 mil. Apesar das autorizações permanentes representarem um universo bem menor, o crescimento entre janeiro e junho deste ano foi mais expressivo, de 30,3% sobre igual período de 2010.
Crise mundial e 'boom' brasileiro
Os efeitos da crise mundial em seus países também levam estrangeiros à mudança. "Eles querem vir pela oportunidade de trabalhar. Não só por causa dos bons salários, mas porque estão estagnados ou retrocedendo na carreira em função da crise [de 2008] que ainda deixou efeitos em seus países”, afirma Andreza Santana, da Monster.
Montero da Costa, da Human Brasil, diz que os estrangeiros são motivados pelo fato de o país ter salários entre os mais altos do mundo para cargos mais elevados e de difícil preenchimento. A vinda é considerada, segundo Costa, "principalmente quando o salário dele [estrangeiro] em dólar ou em euro está congelado há anos".
Alexia Franco, da Hays, explica que o incremento significativo nas remunerações ocorre devido ao desenvolvimento de novos projetos após a crise mundial. “A gente sofreu o impacto da crise, as empresas seguraram projetos e investimentos. Quando viram que a realidade era melhor, começaram a reinvestir", relembra. "Em um primeiro momento, a oferta foi absorvida. Mas agora há falta de mão de obra após as empresas começarem a desenvolver novos projetos." Essa maior demanda, diz Alexia, ocorre há aproximadamente um ano.
Brasileiro ou estrangeiro?O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou na última quinta-feira (7) que, antes de conceder o visto aos estrangeiros as empresas têm de fazer anúncios para o mercado interno. "Tem que anunciar em veículos de grande circulação a chamada. Se não apareceu brasileiro, aí pode chamar. É um universo pequeno [os que entram para trabalhar]. Não tem substituição de mão de obra na grande e esmagadora maioria. É mais barato contratar aqui do que trazer uma pessoa para se adaptar."
A diretora da Hays diz que esses profissionais geralmente vêm transferidos da empresa em seu país para a filial no Brasil. “Mas o custo é grande, porque inclui benefícios como carro, escola, automóvel, visto pra trabalhar, e isso impacta na remuneração. Há ainda a barreira do idioma. A empresa tem que ver se vale a pena o custo”, diz.
De acordo com a Monster, há ainda outros entraves para contratação de estrangeiros, como incompatibilidade de diploma, em que as grades diferentes nas disciplinas acabam não habilitando o profissional para trabalhar em determinadas áreas.
"Não é questão de opção, mas de necessidade. Demora de três a seis meses para conseguir trazer um estrangeiro para cá por causa do trâmite de análise de documentos. E, muitas vezes, é preciso comprovar que ele tem um ano de atuação no segmento que está contratando. Tem ainda a questão da adaptação do estrangeiro, que deve ser levada em conta”, diz Márcia Almström, executiva de recursos humanos da Manpower, empresa mundial de recrutamento.
A Vale do Rio Doce, por exemplo, diz priorizar o trabalhador nacional, mas, para projetos fora do país, precisa contar com mão de obra estrangeira. "Nós captamos lá fora, treinamos o profissional aqui e mandamos para fora de novo”, explica Renata Romeiro, gerente de atração e seleção de pessoas da companhia. De acordo com ela, 80% do volume dos projetos da empresa ainda são no Brasil. “E há ainda a possibilidade de mandarmos brasileiros em projetos lá fora.”
sábado, 9 de julho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Desemprego fica em 6,4% em maio, diz IBGE (Postado por Erick Oliveira)
A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 6,4% em maio, o mesmo índice registrado no mês anterior, segundo indica levantamento divulgado nesta quarta-feira (22). Essa é a menor taxa para meses de maio desde o início da série histórica do órgão, em março de 2002. Em maio do ano passado, a desocupação ficara em 7,5%.
A população desocupada foi estimada em 1,5 milhão de pessoas, o mesmo resultado de abril. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, registrou recúo de 13,7%.
Seguindo o mesmo comportamento, a população ocupada somou 22,4 milhões, ficando estável sobre abril. Na comparação com maio de 2010, foi observada alta de 2,5%.
"O grande destaque que a gente tem na pesquisa esse mês é o aumento significativo de postos de trabalho na indústria em São Paulo, com a geração de 49 mil empregos, e em Belo Horizonte, com a criação de 30 mil vagas. A indústria já começa a absorver uma parte da mão de obra, com a criação de 70 mil postos de trabalho em relação a abril", disse Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em 10,8 milhões, sem variação sobre o mês anterior. Sobre maio de 2010, cresceu 6,7%.
"O emprego com carteira assinada continua em alta em todas as regiões. É uma mudança estrutural do mercado, que decorre também do aumento da fiscalização. Essa mudança no mercado, que está terceirizando funcionários, faz crescer o contingente de trabalhadores com carteira assinada. O número de trabalhadores com carteira assinada teve um grande crescimento. Nunca esteve igual na história”, afirmou o gerente.
SalárioO rendimento médio real habitual dos ocupados R$ 1.566,70, valor mais alto para o mês de maio desde 2002, segundo o IBGE, avanço de 1,1% na comparação mensal e de 4% na anual.
Por região
Sobre maio do ano passado, duas regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE tiveram variações significativas: Belo Horizonte (de 5,3% para 4,7%) e Rio de Janeiro (de 4,8% para 5,4%). Na comparação anual, tiveram baixas Recife (2,9 pontos percentuais), Salvador (1,5 ponto percentual), Belo Horizonte (1,1 ponto percentual), Rio de Janeiro (0,9 ponto percentual) e São Paulo (1,1 ponto percentual). Apenas em Porto Alegre a taxa ficou estável.
A população desocupada foi estimada em 1,5 milhão de pessoas, o mesmo resultado de abril. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, registrou recúo de 13,7%.
Seguindo o mesmo comportamento, a população ocupada somou 22,4 milhões, ficando estável sobre abril. Na comparação com maio de 2010, foi observada alta de 2,5%.
"O grande destaque que a gente tem na pesquisa esse mês é o aumento significativo de postos de trabalho na indústria em São Paulo, com a geração de 49 mil empregos, e em Belo Horizonte, com a criação de 30 mil vagas. A indústria já começa a absorver uma parte da mão de obra, com a criação de 70 mil postos de trabalho em relação a abril", disse Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em 10,8 milhões, sem variação sobre o mês anterior. Sobre maio de 2010, cresceu 6,7%.
"O emprego com carteira assinada continua em alta em todas as regiões. É uma mudança estrutural do mercado, que decorre também do aumento da fiscalização. Essa mudança no mercado, que está terceirizando funcionários, faz crescer o contingente de trabalhadores com carteira assinada. O número de trabalhadores com carteira assinada teve um grande crescimento. Nunca esteve igual na história”, afirmou o gerente.
SalárioO rendimento médio real habitual dos ocupados R$ 1.566,70, valor mais alto para o mês de maio desde 2002, segundo o IBGE, avanço de 1,1% na comparação mensal e de 4% na anual.
Por região
Sobre maio do ano passado, duas regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE tiveram variações significativas: Belo Horizonte (de 5,3% para 4,7%) e Rio de Janeiro (de 4,8% para 5,4%). Na comparação anual, tiveram baixas Recife (2,9 pontos percentuais), Salvador (1,5 ponto percentual), Belo Horizonte (1,1 ponto percentual), Rio de Janeiro (0,9 ponto percentual) e São Paulo (1,1 ponto percentual). Apenas em Porto Alegre a taxa ficou estável.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Desemprego na América Latina deve ficar abaixo de 7% este ano ( Por Dandara Medeiros )
A vigorosa recuperação econômica da América Latina e do Caribe, em 2010, permitiu que a região registrasse significativa queda na taxa de desemprego urbano para 7,3% no final do primeiro trimestre deste ano. Foi o nível mais baixo dos últimos 20 anos, de acordo com publicação conjunta da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), divulgada hoje (14).
A OIT e a Cepal concluíram que as políticas anticíclicas adotadas por alguns países para enfrentar a crise financeira internacional de 2008/2009 contribuíram para a redução da vulnerabilidade econômica e possibilitaram a reativação econômica mais rápida. Neste ano, porém, a recuperação ocorre em menor ritmo, mas ainda é de crescimento, o que permite prever uma taxa de desemprego urbano entre 6,7% e 7% no final de 2011.
A Conjuntura do Trabalho na América Latina e no Caribe enfatiza que depois da retração vivida pelos países da região, em 2009, a recuperação econômica no ano passado foi “inesperadamente vigorosa”, com reflexos positivos na oferta de empregos e no aumento da renda. A publicação destaca que o emprego formal cresceu ao redor de 6% no Brasil, Uruguai, Chile e na Nicarágua e em um nível entre 3% e 5% na Costa Rica, no México, Panamá e Peru.
Apesar da melhora, a OIT e a Cepal registram que ainda há 16,1 milhões de desempregados urbanos na América Latina e no Caribe. Situação que poderá ser amenizada com a implementação de medidas anticíclicas de longo prazo, “claramente delineadas para o crescimento sustentável da região como um todo”, de modo que os países latinos e caribenhos possam crescer bem mais que os 4% estimados para o Produto Interno Bruto (PIB) regional deste ano.
Jornal da Mídia
A OIT e a Cepal concluíram que as políticas anticíclicas adotadas por alguns países para enfrentar a crise financeira internacional de 2008/2009 contribuíram para a redução da vulnerabilidade econômica e possibilitaram a reativação econômica mais rápida. Neste ano, porém, a recuperação ocorre em menor ritmo, mas ainda é de crescimento, o que permite prever uma taxa de desemprego urbano entre 6,7% e 7% no final de 2011.
A Conjuntura do Trabalho na América Latina e no Caribe enfatiza que depois da retração vivida pelos países da região, em 2009, a recuperação econômica no ano passado foi “inesperadamente vigorosa”, com reflexos positivos na oferta de empregos e no aumento da renda. A publicação destaca que o emprego formal cresceu ao redor de 6% no Brasil, Uruguai, Chile e na Nicarágua e em um nível entre 3% e 5% na Costa Rica, no México, Panamá e Peru.
Apesar da melhora, a OIT e a Cepal registram que ainda há 16,1 milhões de desempregados urbanos na América Latina e no Caribe. Situação que poderá ser amenizada com a implementação de medidas anticíclicas de longo prazo, “claramente delineadas para o crescimento sustentável da região como um todo”, de modo que os países latinos e caribenhos possam crescer bem mais que os 4% estimados para o Produto Interno Bruto (PIB) regional deste ano.
Jornal da Mídia
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Veja como a grande mídia distorce as notícias e escamoteia as verdades
Comentário deste Blog:
Desemprego no último ano do Governo FHC (abril/2002): 11,1
Desemprego no início do Governo Dilma (abril/2011): 6,4
Esta diferença expressa o sucesso insofismável da "era" Lula, comparativamente com a "era" FHC, o que justifica um fato inconteste: "FHC já era".
Pois bem. Esta verdade é escondida pela grande mídia brasileira, para que a classe média do país permaneça desinnformada.
Analise a ginástica, o malabarismo, o jogo de palavras, com que a notícia abaixo distorce a verdade, para não ser percebida pelos seus incautos leitores.
Veja como, através de um link maroto, se pretende distorcer a realidade, mantendo a aparência (só a aparência) de isenção.
(Edson Nogueira Paim escreveu)
A notícia, com respectivo link, a que se refere o comentário acima, é do teor seguinte:
"IBGE: desemprego é o menor para abril desde 2002
A taxa de 6,4% de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o mês passado foi a menor para meses de abril desde 2002, quando a instituição realizou a reformulação da Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Em seu comunicado de hoje, o IBGE informou que considera a taxa de abril estável em relação a de março deste ano, quando o desemprego foi de 6,5%.
O IBGE informou ainda que a massa de renda média real (descontada a inflação) habitual dos ocupados no Brasil somou R$ 34,7 bilhões em abril, o que indica uma queda de 1,7% ante março e um aumento de 4,3% em relação a abril de 2010.
Já a massa de renda média real efetiva dos ocupados chegou a R$ 34,5 bilhões em março, com queda de 1,6% ante fevereiro e aumento de 4,1% na comparação com março de 2010. O rendimento médio real efetivo sempre se refere ao mês anterior ao da PME."
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IBGE: taxa de desemprego fica em 6,4% em abrilCorreção: IBGE: comércio lidera geração de vagasDesemprego fica em 11,1% em abril, diz Seade/DieeseIBGE: setor automotivo lidera geração de vagas em 2009IBGE: Sudeste concentra mais de 50% das empresas
terça-feira, 17 de maio de 2011
Brasil criou 272.225 empregos formais em abril (Postado por Erick Oliveira)
O Brasil criou em abril 272.225 empregos formais, aumentando em 0,75% o estoque de vagas em relação a março. A informação é do Ministério do Trabalho e corresponde aos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira (17).
O resultado de abril mostra uma retomada no ritmo de contratações, após a criação de 92,6 mil postos de trabalho em março. Na comparação com abril de 2010, no entanto, houve redução de 10,7% no número de vagas criadas.
Nos primeiros quatro meses de 2011 foram criados 880.717 empregos, número 16% inferior ao registrado de janeiro a abril do ano anterior, quando a geração de vagas ficou em 1,049 milhão.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, apontou que a geração de empregos no primeiro semestre deste ano “não vem sendo tão forte” como em 2010. Ele prevê, porém, que a criação de vagas vai ser maior a partir de julho.
“A geração de empregos vai crescer mais a partir do segundo semestre. Assim que a inflação for controlada, se desviar mais para o centro da meta, a tendência é de liberação de mais crédito para investimentos e financiamentos”, disse Lupi.
Na semana passada, Lupi afirmou que o país vai bater em 2011 novo recorde de geração de empregos formais (com carteira assinada), chegando à marca dos 3 milhões.
Lupi fez a previsão após a divulgação da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), que apontou recorde de 2,861 milhões de vagas criadas em 2010. Em relação a 2009, o crescimento no número de pessoas trabalhando com carteira assinada foi de 6,94%.
O país fechou 2010 com um estoque de 44,068 milhões de empregos formais, o maior da história. O ministro do Trabalho atribuiu os resultados ao crescimento do mercado interno brasileiro.
O resultado de abril mostra uma retomada no ritmo de contratações, após a criação de 92,6 mil postos de trabalho em março. Na comparação com abril de 2010, no entanto, houve redução de 10,7% no número de vagas criadas.
Nos primeiros quatro meses de 2011 foram criados 880.717 empregos, número 16% inferior ao registrado de janeiro a abril do ano anterior, quando a geração de vagas ficou em 1,049 milhão.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, apontou que a geração de empregos no primeiro semestre deste ano “não vem sendo tão forte” como em 2010. Ele prevê, porém, que a criação de vagas vai ser maior a partir de julho.
“A geração de empregos vai crescer mais a partir do segundo semestre. Assim que a inflação for controlada, se desviar mais para o centro da meta, a tendência é de liberação de mais crédito para investimentos e financiamentos”, disse Lupi.
Na semana passada, Lupi afirmou que o país vai bater em 2011 novo recorde de geração de empregos formais (com carteira assinada), chegando à marca dos 3 milhões.
Lupi fez a previsão após a divulgação da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), que apontou recorde de 2,861 milhões de vagas criadas em 2010. Em relação a 2009, o crescimento no número de pessoas trabalhando com carteira assinada foi de 6,94%.
O país fechou 2010 com um estoque de 44,068 milhões de empregos formais, o maior da história. O ministro do Trabalho atribuiu os resultados ao crescimento do mercado interno brasileiro.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
País criou 2,86 milhões de vagas formais em 2010, diz Ministério (Postado por Erick Oliveira)
O Ministério do Trabalho divulgou nesta quarta-feira (11) que o Brasil criou, em 2010, 2,861 milhões de empregos formais, ou seja, com carteira assinada, número recorde. O crescimento em relação a 2009 foi de 6,94%.
Dos 2,861 milhões de empregos criados em 2010, 2,590 milhões correspondem a celetistas, com crescimento de 7,87% em relação a 2009. Os outros 270,4 mil são de servidores públicos nas três esferas do governo (federal, estadual e municipal), com aumento de 3,26% na comparação com 2009.
Os dados, que fazem parte da Relação Anual de Informações Sociais, superam a criação de vagas informada em janeiro para o mesmo ano. Naquele mês, o ministério informou que a criação de vagas no ano passado ficara em 2,52 milhões de postos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
A Rais é considerada um raio-X mais preciso do mercado de trabalho formal que o Caged. Enquanto esse último envolve apenas os empregados contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os chamados celetistas, a Rais traz também os dados dos trabalhadores estatutários, temporários e avulsos.
Estoque de empregosO país fechou 2010 com um estoque de 44,068 milhões de empregos formais, o maior da história. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi atribuiu os resultados ao crescimento do mercado interno brasileiro.
Entre 2003 e 2010, período que compreende os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o saldo de empregos formais (admissões menos demissões, incluindo celetistas e estatutários) é de 15,384 milhões. O crescimento médio anual foi de 5,51%.
Nesses oito anos, o rendimento médio do trabalhador brasileiro apresentou aumento real (acima da inflação) de 21,29%. A elevação foi maior para as mulheres (22,13%) do que para os homens (21,49%).
Um total de 7,617 milhões de empresas declararam informações à Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgada nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho. A maioria, 4,214 milhões, são empresas sem vínculo empregatício, ou seja, que não possuem funcionários.
Dos 2,861 milhões de empregos criados em 2010, 2,590 milhões correspondem a celetistas, com crescimento de 7,87% em relação a 2009. Os outros 270,4 mil são de servidores públicos nas três esferas do governo (federal, estadual e municipal), com aumento de 3,26% na comparação com 2009.
Os dados, que fazem parte da Relação Anual de Informações Sociais, superam a criação de vagas informada em janeiro para o mesmo ano. Naquele mês, o ministério informou que a criação de vagas no ano passado ficara em 2,52 milhões de postos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
A Rais é considerada um raio-X mais preciso do mercado de trabalho formal que o Caged. Enquanto esse último envolve apenas os empregados contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os chamados celetistas, a Rais traz também os dados dos trabalhadores estatutários, temporários e avulsos.
Estoque de empregosO país fechou 2010 com um estoque de 44,068 milhões de empregos formais, o maior da história. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi atribuiu os resultados ao crescimento do mercado interno brasileiro.
Entre 2003 e 2010, período que compreende os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o saldo de empregos formais (admissões menos demissões, incluindo celetistas e estatutários) é de 15,384 milhões. O crescimento médio anual foi de 5,51%.
Nesses oito anos, o rendimento médio do trabalhador brasileiro apresentou aumento real (acima da inflação) de 21,29%. A elevação foi maior para as mulheres (22,13%) do que para os homens (21,49%).
Um total de 7,617 milhões de empresas declararam informações à Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgada nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho. A maioria, 4,214 milhões, são empresas sem vínculo empregatício, ou seja, que não possuem funcionários.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Falta de mão de obra estimula agricultores a mecanizarem produção (Postado por Erick Oliveira)
A mecanização das lavouras de pequenas propriedades brasileiras vem sendo adotada em maior proporção diante do desenvolvimento de novas tecnologias, que prometem reduzir custos e aumentar a produção. Porém, por trás dessa busca por maquinário agrícola está um gargalo que o setor tem enfrentado de forma mais intensa: falta de mão de obra.Diante das baixas remunerações pagas aos trabalhadores rurais - muitos contratos apenas por temporada de colheita –, tem sido observada uma evasão da mão de obra do campo e migração para outros tipos de atividade, não ligadas ao setor. Nesta 18ª edição da Agrishow, maior feira agrícola do país, pequenos proprietários de terras foram a Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, buscar tratores e implementos para garantir que suas produções seja mantidas.
Na região onde o produtor de hortaliças Emerson Goulart Vilas Boas, 41 anos , tem terras, Natércia, em Minas Gerais, não são só os baixos salários que estão levando do campo os trabalhadores, mas a crescente industrialização do entorno de Pouso Alegre, cidade próxima à sua.“Tem muita fábrica por lá. Agora as coisas estão melhorando, mas passamos por uma fase ruim de preços, e a gente não conseguia pagar bem a mão de obra. O problema é que muitos já desistiram, e aí não tem mais jeito”, lamentou.
Com a falta de saída para o produtor, a solução é mecanizar as lavouras, tentando combater, também, os altos custos de produção, deixando, assim, os preços “mais competitivos”, segundo o produtor Braulino José da Silva, 25 anos, de Careaçu, também em Minas Gerais, que produz milho e feijão em uma propriedade de 160 hectares. “É difícil a gente lidar com todas as instabilidades como tempo e, consequentemente, preço, e ainda não encontrar gente disposta a trabalhar. Com a máquina, isso [falta de mão de obra] a gente consegue mudar”, disse.
Ronei Eder Ferreira, 28 anos, tem uma propriedade de 30 hectares, onde planta milho e café. Sofrendo com a falta de trabalhadores na região de Guaxupé, sul de Minas Gerais, e sem perspectiva de abandonar as lavouras, o agricultor pesquisava nesta terça-feira (3) preços de tratores para usar em suas lavouras. “O pessoal quer trabalhar pouco e ganhar muito. No setor em que a gente está não dá para ter essa estabilidade. Mas eu não saio de lá porque é a minha vida, é o que eu faço desde sempre”, relatou.
Em busca de uma máquina de silagem, Oscar Djalma Renosto, 43 anos, de Laranjal Paulista, no interior de São Paulo, foi à Agrishow para avaliar os preços dos equipamentos. Dono de uma propriedade onde é produzido milho e criado gado de leite e de engorda, Renosto reclamou dos altos preços para manutenção das lavouras. "Para continuar sendo lucrativo, o preço acaba tendo que subir para o consumidor. E isso não é bom para ninguém."
Junto à escassez de pessoal está o acesso mais facilitado ao crédito, como contam os agricultores. As linhas de crédito dos bancos estão oferecendo melhores condições de financiamento e reduzindo parte da burocracia que segurava os empréstimos, segundo os agricultores ouvidos pelo G1. “Facilita isso que os bancos estão fazendo. Não era muito assim antes. Como os preços estão em alta, então a gente consegue pensar em investir e comprar equipamento”, disse Ferreira.
Outra opção de compra que tem se difundido no meio agrícola e virado alternativa para os agricultores é o consórcio, forma de financiamento em que o consumidor entra em um grupo de uma empresa especializada nessa forma de aquisição de bens, paga uma espécie de mensalidade e espera ser sorteado para receber o produto. Na Agrishow, grandes empresas anunciavam esse meio de pagamento.
“Para gente melhorou muito. Com essa falta de gente para trabalhar, a solução é comprar máquinas. E, por consórcio, fica mais fácil. Eles estão sorteando mais, então não demora tanto para a gente ter o equipamento", disse José Paulo da Silva, 47 anos, há 20 na agricultura, que hoje possui uma propriedade de 20 hectares.
De acordo com último censo agropecuário divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2006, o percentual de trabalhadores no campo estava, ano a ano, em queda. Procurado, o Ministério da Agricultura afirmou que esses dados eram os mais recentes.
Futuro no campo
A preocupação de muitos agricultores consiste na continuidade das atividades em suas propriedades. Antes passada geração para geração, as lavouras começam a ver os filhos mais novos partindo para os centros urbanos, em busca de novas oportunidades.
Oscar Djalma Renosto tem como primeira e única atividade a agricultura. Suas terras foram de seu avó antes de passar para o pai e depois para ele. No entanto, seu filho, de 15 anos, já tem planos de estudar fora.
"Até quero continuar fazendo isso, mas tenho que estudar antes e, para isso, vou ter que ir para a cidade", disse Igor Djalma.
"A gente tenta segurar, mas não sabe até quando vai conseguir", comentou.
Na região onde o produtor de hortaliças Emerson Goulart Vilas Boas, 41 anos , tem terras, Natércia, em Minas Gerais, não são só os baixos salários que estão levando do campo os trabalhadores, mas a crescente industrialização do entorno de Pouso Alegre, cidade próxima à sua.“Tem muita fábrica por lá. Agora as coisas estão melhorando, mas passamos por uma fase ruim de preços, e a gente não conseguia pagar bem a mão de obra. O problema é que muitos já desistiram, e aí não tem mais jeito”, lamentou.
Com a falta de saída para o produtor, a solução é mecanizar as lavouras, tentando combater, também, os altos custos de produção, deixando, assim, os preços “mais competitivos”, segundo o produtor Braulino José da Silva, 25 anos, de Careaçu, também em Minas Gerais, que produz milho e feijão em uma propriedade de 160 hectares. “É difícil a gente lidar com todas as instabilidades como tempo e, consequentemente, preço, e ainda não encontrar gente disposta a trabalhar. Com a máquina, isso [falta de mão de obra] a gente consegue mudar”, disse.
Ronei Eder Ferreira, 28 anos, tem uma propriedade de 30 hectares, onde planta milho e café. Sofrendo com a falta de trabalhadores na região de Guaxupé, sul de Minas Gerais, e sem perspectiva de abandonar as lavouras, o agricultor pesquisava nesta terça-feira (3) preços de tratores para usar em suas lavouras. “O pessoal quer trabalhar pouco e ganhar muito. No setor em que a gente está não dá para ter essa estabilidade. Mas eu não saio de lá porque é a minha vida, é o que eu faço desde sempre”, relatou.
Em busca de uma máquina de silagem, Oscar Djalma Renosto, 43 anos, de Laranjal Paulista, no interior de São Paulo, foi à Agrishow para avaliar os preços dos equipamentos. Dono de uma propriedade onde é produzido milho e criado gado de leite e de engorda, Renosto reclamou dos altos preços para manutenção das lavouras. "Para continuar sendo lucrativo, o preço acaba tendo que subir para o consumidor. E isso não é bom para ninguém."
Junto à escassez de pessoal está o acesso mais facilitado ao crédito, como contam os agricultores. As linhas de crédito dos bancos estão oferecendo melhores condições de financiamento e reduzindo parte da burocracia que segurava os empréstimos, segundo os agricultores ouvidos pelo G1. “Facilita isso que os bancos estão fazendo. Não era muito assim antes. Como os preços estão em alta, então a gente consegue pensar em investir e comprar equipamento”, disse Ferreira.
Outra opção de compra que tem se difundido no meio agrícola e virado alternativa para os agricultores é o consórcio, forma de financiamento em que o consumidor entra em um grupo de uma empresa especializada nessa forma de aquisição de bens, paga uma espécie de mensalidade e espera ser sorteado para receber o produto. Na Agrishow, grandes empresas anunciavam esse meio de pagamento.
“Para gente melhorou muito. Com essa falta de gente para trabalhar, a solução é comprar máquinas. E, por consórcio, fica mais fácil. Eles estão sorteando mais, então não demora tanto para a gente ter o equipamento", disse José Paulo da Silva, 47 anos, há 20 na agricultura, que hoje possui uma propriedade de 20 hectares.
De acordo com último censo agropecuário divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2006, o percentual de trabalhadores no campo estava, ano a ano, em queda. Procurado, o Ministério da Agricultura afirmou que esses dados eram os mais recentes.
Futuro no campo
A preocupação de muitos agricultores consiste na continuidade das atividades em suas propriedades. Antes passada geração para geração, as lavouras começam a ver os filhos mais novos partindo para os centros urbanos, em busca de novas oportunidades.
Oscar Djalma Renosto tem como primeira e única atividade a agricultura. Suas terras foram de seu avó antes de passar para o pai e depois para ele. No entanto, seu filho, de 15 anos, já tem planos de estudar fora.
"Até quero continuar fazendo isso, mas tenho que estudar antes e, para isso, vou ter que ir para a cidade", disse Igor Djalma.
"A gente tenta segurar, mas não sabe até quando vai conseguir", comentou.
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